Intro

Olá,

Como disse certa vez um um sábio “O que não mata, fortalece”.

Criar conteúdo chegou a um nível de intensidade nos dias de hoje, que muitas pessoas se preocupam com o futuro dessa atividade. Será que é nocivo à nossa saúde mental? Será que é uma profissão legítima?

Aqui no Memberse, nós acreditamos que tudo isso é uma linda oportunidade, um grande privilégio. Nós estamos diante da formação de uma indústria, de uma profissão nova. Novíssima! E cabe a nós aproveitar esse privilégio e usar esse momento inicial para construir algo muito legal e saudável.

É sim possível viver de criação de conteúdo e consumir conteúdo de maneira saudável e sustentável. Nesse Ebook, nós vamos falar como isso é possível do ponto de vista do Criador de Conteúdo que quer obter renda com sua criação.

Nós usaremos uma lógica bem direta para fazer essa te dar essas dicas: vamos começar se baseando em como modelos tradicionais de negócios bem sucedidos se dão. Em seguida, nós vamos aplicar isso para o mundo da Criação Digital.

Naturalmente, criar um negócio não é um processo simples e estrutural que segue um roteiro e pronto.

Portanto, nós conversamos com vários donos de negócios e empreendedores, tanto brasileiros quanto estrangeiros (a gente é super global, miga). Conversamos também com professores e mergulhamos em vários livros de Marketing e Negócios.

Cafés, lojas, restaurantes, ofertas de serviços, ecomerce, são alguns dos mais comuns negócios sendo iniciados todos os dias. E agora, adicione Criação de Conteúdo à essa lista.

Então, bora ver como esses dois se relacioam!

Sumário

O que você irá aprender

Mas Afinal, O Que é Empreendedorismo?

É a habilidade de criar soluções para resolver problemas.

É isso. Essas soluções podem ser um produto, um sistema, uma ideia, um software e assim por diante.

Às vezes, soluções criativas para as coisas podem parecer um pouco malucas e fazer os céticos pirarem.

 

Por exemplo:

PROBLEMA: telefones fixos facilitavam muito a comunicação, mas as pessoas permaneciam inacessíveis se estivessem na rua.

SOLUÇÃO: um telefone que não precisa estar fixo, que pode ser a qualquer hora, em qualquer lugar. O celular.

PROBLEMA: o smartphone é caro e um pouco frágil, especialmente quando mexemos nele 200 vezes por dia.

SOLUÇÃO: Capas de borracha temáticas e baratas, que protegem o smartphone e ainda dão certa personalidade ao mesmo.

AH, ENTÃO SER UM EMPREENDEDOR É TER AS IDEIAS QUE GEREM ESSAS SOLUÇÕES…

Bom, esse é o começo, sim. Mas a ideia é a parte mais fácil. Há cerca de 100% de chance de que você, pelo menos uma vez na sua vida, viu algo meio defeituoso e pensou “eles deviam fazer isso de um jeito que funciona dessa forma, e não daquela”.

O que realmente faz uma pessoa ser empreendedora é idealizar, criar, desenvolver e vender essa solução, essa ideia.

A Forbes uma vez fez uma lista definitiva dos 35 passos para alguém começar a empreender em um negócio.

Nós listamos os passos mais relevantes, abaixo:

Mara, Vamos Aplicar Isso na Criação de Conteúdo Agora

Nós estabelecemos os aspectos básicos de começar um negócio. Resolver um problema, criando uma solução para este problema. Então, desenvolvendo essa solução e vendendo-a.

Agora então, deixa eu te perguntar uma coisa:

Criadores de Conteúdo resolvem problemas?

Eles desenvolvem Soluções?

Eles vendem coisas?

Se você respondeu SIM para todas as três perguntas, você ganhou um brinde! Clique aqui para retirá-lo.

Vamos falar sobre isso um pouquinho.

Criadores de Conteúdo resolvem problemas vendendo produtos que servem como soluções?

Sim, Criadores oferecem três tipos de produtos: Informação, Entretenimento e Dicas.

E você sabia que no empreendedorismo tradicional, offline, os tipos mais comuns de negócios são de Serviços? Por serviço, nós queremos dizer um produto que não é um bem material, como um bolo ou um tênis. O setor de serviços inclui produtos como manutenção de casa, dar aulas, mecânica, pintura, troca de informação e assim por diante.

Só para você ter uma noção, 70% do PIB do Brasil é de Serviços, de acordo com o IBGE!

Mas e se o seu negócio puder oferecer tanto um Serviço quanto um Bem de consumo? Bem, sorriam meus amigos, porque a Criação de Conteúdo pode! Para entender como, vejamos primeiro os três tipos de Serviço oferecido por Criadores.

Através de Informação, você está ensinando ou educando algo para alguém. Resolvendo uma deficiência que essa pessoa tinha.

Se você cria conteúdo sobre dicas de Moda, você está ajudando as pessoas a solucionarem o problema de o que vestir em determinadas ocasiões.

Se você está ensinando uma língua, como tocar uns instrumento, como confeitar um bolo, você está ajudando pessoas a solucionar os problemas de não falar tal língua, não saber tocar aquele instrumento ou não conseguir confeitar o bolo.

Se você está dando sugestões sobre o que fazer em Londres baseado na suas experiência naquela cidade, você está compartilhando informações que ajudarão as pessoas a aproveitarem ao máximo a viagem que elas farão.

Qual a diferença entre Steve Jobs e o Whindersson Nunes?

Steve Jobs criou um produto chamado Iphone, que fez com que o uso de celulares e da internet ficasse bem mais divertido.

Whindersson criou videos e shows de stand up que fez com que as nossas vidas ficassem mais divertidas.

Obvimente, existem uma enorme diferença de proporção no trabalho de cada um deles. Mas o Whindersson criou um produto que ele vende – e muito bem! Ele vende entretenimento. Ele construiu um personagem em cima de si próprio e usou seu talento para trabalhar em várias mídias diferentes.

Se você é um Criador que faz videos de entretenimento, como vídeos engraçados, desafios, pegadinhas…você também é um empreendedor resolvendo problemas!

Nesse caso, o problema é o estresse, infelicidade, frustração, tédio, tristeza da vida das pessoas.

Nem vem começar a fingir que você nunca viu nenhum vídeo tipo aqueles do Manual do Mundo!

Não vamos nem nos alongar nesse Serviço aqui porque ele é MUITO auto explicativo. Existem taaaaantos vídeos de dicas para coisas do dia-a-dia e para tantas outras coisas, por aí. E a função deles é literalmente solucionar problemas e coisas que você não sabia como fazer melhor. Então…é isso.

Há uma boa chance você estar pensando agora: “pera, meu conteúdo inclui esses três serviços!”. Então, você está mais do que no caminho certo. Você pode promover Soluções ao ser informativo, inteligente e divertido ao mesmo tempo, o que aumenta ainda mais a suas chances de ter um produto que venda bem.

Ok, Mas e os Bens de Consumo?

Ótima pergunta. E a resposta é a seguinte: uma vez que você construiu seu público oferecendo Informação, Entretenimento ou Dicas, você estabeleceu uma relação semicomercial com esse público. Com relações semicomerciais ou comerciais, você já pode apresentar outros produtos – e eles podem ser bens de consumo.

O conceito de semicomercial é exclusivo dos negócios digitais. Nas redes sociais, você ganha seguidores. Seguidores são clientes?

Não. Uma pessoa só se torna um cliente a partir do momento que ela fez uma transição financeira com você. Isso se chama comércio. Nós chamamos a sua relação com sues seguidores de semicomercial porque se eles estão te seguindo, eles estão interessados no seu produto. Eles estão até interagindo com o seu produto. Ainda mais importante: eles estão deliberadamente fazendo um esforço para não perder o seu produto de vista. Eles estão te seguindo e seguindo tudo o que você posta. Eles são semiconsumidores.

“Ah, mas então se alguém entra numa loja de roupas e prova alguma pela, essa pessoa é uma semiconsumidora? Ou se alguém manda uma mensagem para uma loja de conserto de celular para saber quanto custa para arrumar a tela?”

Não. Porque a pessoa que provou, não vai sair da loja com a roupa no corpo. Nem a pessoa que conserta o celular vai te ensinar a consertar o celular por mensagem.

Nas redes sociais, você está dando o seu produto para que as pessoas o usem. E você não está cobrando nada por isso.

Isso foi uma escolha sua. Você estava ciente que estaria investindo tempo, esforço, recursos, e talvez até alguma grana para começar a postar seu produto. E você sabia que ninguém iria te pagar por esse produto.

Mas, Você Pode Vender Bens de Consumo

Tipo camisetas, livros, canecas, experiências reais, viagens, vouchers de desconto e assim por diante.

Em resumo, há muitas formas de você trazer fontes de renda, através da venda de serviços e de bens de consumo, que resolvem problemas.

Mas e o custo disso tudo? Bom, vamos dar uma olha em algumas questões básicas.

Fontes de Renda vs Despesas

O que faz um negócio ser bem sucedido, ou não, é o balanço entre quanto se gasta e quanto se ganha.

Suponhamos que você venda hamburguers por R$5. Suas despesas são de R$1000 por mês. Isso inclui aluguel, salários dos funcionários, marketing, custo dos insumos (ingredientes), custo de embalagem, taxas de entrega, eletricidade, água, impostos.

Você precisa vender o pelo menos R$1000 em hamburgueres para atingir o “break even”, ou seja, os gastos e as receitas se equipararem. Isso seriam 200 hamburguers.

Se você atingiu o break even com esses 200 hamburguers, você precisa vender pelo menos 201 para ter um lucro. Ou, aumentar o preço do seu hamburguer, aumentando assim a margem de lucro.

Para vender mais de 200 hamburguers, você precisa investir mais em Marketing e, talvez, na qualidade dos ingredientes. Se você não quiser investir mais em marketing ou em ingredientes, você poderia simplesmente aumentar o preço do hamburguer. Nesse caso, você estaria correndo o risco de perder clientes, que agora pensam que não vale mais a pena comprar dos seus hamburguers. Esses clientes podem pensar “se eles ao menos tivessem melhorado a qualidade os hamburguers (ingredientes) ou dado brindes e deixado a embalagem mais divertida (marketing)”.

Como que se toma uma decisão como essa, de investir mais ou aumentar o preço?

É tudo uma questão de análise esmiuçada de números.

Negócios profissionais, independentemente do tamanho, sabem exatamente o custo de casa aspecto do produto e do negócio, para que eles possam calcular uma margem de lucro acima desses valores.

Eles chegam nesses números, calculando os custos fixos e custos variáveis.

CUSTOS FIXOS: são aqueles que existirão todo mês, como aluguel, salários, marketing, insumos, embalagem, entrega, eletricidade, água, gás, impostos.

CUSTOS VARIÁVEIS: são aqueles que podem ser adicionais, inesperados, ou uma variação de valor de custos de produção caso se aumente a produção. Sua câmera quebra. Você está investindo num curso. Você teve que tomar mais ubers do que esperava para produzir um vídeo.

Sabendo seus custos fixo permitirá que você calcula exatamente quanto custa produzir o seu produto, seja seu produto um hamburguer ou um vídeo.

Para saber quanto custa produzir o hamburguer, você vai calcular os preços de custo direto, como o pão, a carne, o queijo, etc. Você vai adicionar isso à média dos outros gastos que não são diretamente relacionados ao hamburguer em si (aluguel, salários, luz, etc). Essa média é calculada através da divisão do total desses gastos pela média de hamburguers que você produz por mês. Ou seja, se você produz em média 200 hamburguers e o custo desses gastos é R$800, eles respondem a R$4 por hamburguer. Se os ingredientes somam mais R$1, então seu hamburguer custa R$5 para ser feito.

Os seus custos variáveis são adicionados à isso também. Naturalmente, com a prática e o conhecimento do negócio, a pessoa empreendedora aprende a média de custos variáveis e adiciona aos custos do produto.

EU NÃO FAÇO HAMBURGUER, MANO, EU FAÇO VÍDEO

Sim, nós sabemos. Mano. Então, a não ser que sejam vídeos de culinária, você não precisa incluir pão e queijo nos seus gastos. Mas, quais são os custos de se fazer um vídeo? Mesmo que seja um vídeo simples, de você falando com a câmera?

Você consegue fazer uma lista de todos os gastos possíveis do vídeo? Faça uma agora, antes de nós tentarmos fazer uma e comparar.

 

GASTOS DE VÍDEOS:

Você pensou em mais alguma coisa?

Vamos um por um:

Pronto! Agora você sabe o quanto seu vídeo custa. Vamos supor que custe R$ 100.

Eis a questão: quanto você almeja ganhar por mês com seus vídeos? Talvez você esteja pensando “sei lá mano, quanto mais melhor”. Beleza. Mas então você precisa trazer mais do que R$100 de renda por vídeo.

Nós falaremos sobre renda daqui a pouquinho.

Primeiro, vamos só cobrir Previsão de Renda.

Tem Criador de Conteúdo que produz conteúdo sobre o Mestrado que eles estão fazendo. Eles também querem pagar o curso com sua criação. Vamos supor que o Mestrado custe R$12000 por ano. Logo, esse criador tem que ter um lucro de R$1000 por mês.

Esse criador consegue produzir até 10 vídeos por mês, ainda que isso consuma mais tempo que essa pessoa gostaria, já que ela tenha que estudar e tal.

Se cada vídeo custa R$100 e esse criador tem uma despesa fixa de R$1000, se a produção é de 10 vídeos por mês, é necessária uma renda de R$2000 para valer à pena. Isso é uma renda de R$ 200 por vídeo.

Se os vídeos estão demandando muito da nossa amiga e ela está exausta em conciliar os estudos com os vídeos, afetando os seus estudos, ela pode fazer menos vídeos por mês. Então, ela tenta fazer 5 vídeos por mês. Agora ela tem um custo mensal de R$500 pelos vídeos, mais os R$1000 do Mestrado, ela precisa ter uma renda de R$1500. No entanto, ela deverá aumentar a renda por vídeo. 5 dividido por 1500, igual a 300.

Para aumentar o rendimento por vídeo, ela precisará aumentar a qualidade da comercialidade dos vídeos. Para aumentar a comercialidade de um hambúrguer, talvez seja uma questão de colocar mais queijo.

O que um criador precisa para aumentar a renda de um vídeo? Mais informação? Mais imagens NSFW? Mias conteúdo polêmico?

A primeira coisa é entender: de onde vem a renda?

Ganhando Renda Através de Conteúdo

Tá, você já deve ter visto dezenas de blogs e vídeos sugerindo como ganhar dinheiro online, como ganhar dinheiro no Youtube e nas redes sociais.

Sim, através dos anúncios é a forma mais popular.

Outras opções são as promoções pagas, venda de cursos, programas de afiliados, venda de produtos e assinaturas mensais.

Muitos criadores ganham dinheiro juntando essas opções, às vezes todas elas.

Nesse caso, a soma da renda por vídeo (anúncios, promoções pagas, afiliações) e renda geral da marca (cursos, produtos, assinaturas) deve ser calculada e dividida pela quantidade de vídeos produzidos para entender quanto cada vídeo trás de renda.

Suponhamos que nossa amiga do Mestrado queira vender mais cursos. Ela deverá produzir mais vídeos que empurrem a audiência na direção dos vídeos. Parte do vídeo pode ser a introdução ao curso, por exemplo.

Se o criador quer aumentar sua renda através de ads, é necessário ter mais visibilidade. Nesse caso, é preciso fazer vídeos mais populares, ao se utilizar de tópicos que estão na moda ou que são controversos, por exemplo.

No Memberse, nós acreditamos que a maneira mais saudável e sustentável para criadores de conteúdo ganharem dinheiro é através de Comunidades. Porque essa é forma mais fácil de organizar, prever, produzir e acompanhar os números do seu negócio virtual. Também te deixa livre de depender de anúncios e promoções pagas, que tende a forçar o conteúdo a ser direcionado aos interesses de marcas.

Mas, cada um tem direito à fazer como preferir. Nós queremos é que você decida com consciência e seja feliz em sua criação de conteúdo.

Então, faça seus estudos, analise seus números, seus produtos e planeje com atenção seu calendário. E lembre-se: não tenha medo de arriscar. Boa sorte!