Intro

Ter uma audiência, trabalhar com marcas, criar produtos, construir e cuidar da sua marca: são todos passos naturais dentro da trajetória de um criador de conteúdo. Mas, nessa indústria de mais de 2M de profissionais, está cada dia mais difícil de se destacar e se manter relevante, enquanto se tenta equilibrar saúde mental com a dependência de algoritmos. Está cada vez mais difícil ter controle, em um mercado cada vez mais descentralizado.

Especialmente em um momento em que a tendência de plataformas desmonetizarem e/ou banirem seus criadores se tornou recorrente. Você já parou para pensar que essas mudanças podem significar uma perda total do que você criou até hoje, tanto em relação ao seu conteúdo como uma comunidade inteira, do dia pra noite?

Existe alguma alternativa para isso?

Sim, e nós te falamos: Diversifique sua renda.

Para você diversificar sua renda, você pode entender quais as opções de infoproduto que você pode criar aqui. Mas, se você quer tentar algo novo, algo que está alinhado com as próximas tendências de monetização e sustentabilidade da criação de conteúdo, você pode criar sua comunidade.
E, você pode criar a sua comunidade.

Para todas as opções, uma das dificuldades que ouvimos Criadores de Conteúdo terem nessa jornada, é a de saber precificar cada produto, cada estratégica, cada projeto.

O conteúdo digital possui custos subjetivos e diferentes dos tradicionais produtos físicos. Quando pensamos em um conteúdo digital, estamos falando de algo que pode ser distribuído repetidamente e em escala, que não precisa ser estocado e possui um baixo custo de produção. Por isso, é natural que apareçam questionamentos na hora de precificar este tipo de produto.

Ao longo deste texto nós vamos te guiar nas reflexões que o conteúdo digital exige e apresentar diversas estratégias para que o valor cobrado pelo seu conteúdo ou por um infoproduto a ser desenvolvido seja lucrativo, vantajoso e que gere transformação para a sua comunidade.

Summary

What You'll Learn

O Processo

Durante o processo de criação de conteúdo, você provavelmente já esta familiarizado e tem um conhecimento maior sobre sua comunidade e a quem deve direcionar o seu conteúdo enquanto persona. Se você não entendeu como sua comunidade pode ser setorizada e compreendida, cheque nosso conteúdo sobre isso aqui. Não podemos nos esquecer que conhecer os membros de sua comunidade e suas dores e necessidades são conceitos essenciais para que você entenda com que você esta se comunicando e para quem você pretende vender o seu conhecimento e seus infoprodutos.

Dentro de uma comunidade existem diferentes personas que estão dispostas a pagar valores diferentes pelo mesmo tipo de conteúdo.

E não se preocupe com a fato de precificar um conteúdo e/ou vender um infoprofuto resultar em uma alienação de sua comunidade. Sabemos que você levou muito tempo para construir esse grau de confiança com sua comunidade e talvez essa seja uma reflexão válida. Porém, salientar o valor do conhecimento entregue a eles, permitirá um crescimento e desenvolvimento mais profissional e maduro nessa troca e fará com que você sinta mais realizado e valorizado pelo seu tempo e estudo nesse processo de transformação proporcionado a eles.

Partindo dessa reflexão inicial, vamos focar primeiramente em três pilares:

  • Pilar 01: Defina um conteúdo e o porque ele deve ter um custo
    Sua comunidade real não vai deixar de escolher o seu conteúdo por um preço que você estipulou para um tipo de acesso exclusivo. Portanto, não limite seu conhecimento a valores! Expresse de maneira clara quais são os benefícios que você oferece para as dores e necessidades da sua comunidade e transforme isso em uma proposta única de valor.

  • Pilar 02: Encontre o diferencial do seu conteúdo
    Evite precificar o seu conteúdo baseado apenas na concorrência. Essa é uma estratégia de precificação muito rasa, onde o retorno tende a ser mínimo.
    Lembre-se, você esta desenvolvendo conteúdo de qualidade. Identifique qual é o diferencial, aquilo que torna o seu conteúdo único e que agrega valor de destaque entre tantos outros disponíveis neste ambiente o digital. Quanto mais valor você proporciona, mais você vale.
    Este é um ponto essencial para atrair futuros membros de sua comunidade que estão dispostos a pagar mais porque reconhecem o poder de transformação que você entrega.

  • Pilar 03: Tenha uma perspectiva a longo prazo
    Vender uma experiência ou um produto pode ser um processo longo e desgastante, mas a recompensa ao final do processo é enorme. Sem mencionar que hoje em dia temos acesso a uma rede infinita de serviços e ferramentas que tornam incrivelmente acessível construir, vender, e distribuir os conteúdos digitais. Por isso, não se renda! É importante persistir, mantendo em mente dois fatores: frequência e repetição! Uma dos grande valores que você possui em relação a sua comunidade é a confiança de seus membros! Conversar, anotar os feedbacks e aprender nessa troca com os membros vai te ajudar a validar sua ideias e evoluir a forma como você irá transmitir essa experiência. Você nunca irá saber realmente o que funciona até você tentar.


A fórmula para precificar os seus conteúdos possui dois fatores importantes: tempo + custo de investimento.


A melhor maneira de saber quanto cobrar por um conteúdo exclusivo ou um infoproduto é fazer um cálculo sobre os investimentos que isso irão demandar aplicações em sua rotina. São eles: o seu tempo e o custo para realização do conteúdo escolhido.

  • Tempo de investimento:
    Como diz o velho ditado, o tempo é uma das coisas mais valiosas na nossa vida. A reflexão sobre o tempo se torna primordial para o cálculo de precificação pois ele sera diretamente proporcional a quantidade de horas que você irá precisar para estudar, pesquisar, produzir e formatar um conteúdo especifico para sua comunidade.
    Toda sua energia, o empenho e a dedicação que cada conteúdo irá demandar incide diretamente no resultado de um retorno que seja relevante, rentável e viável para a sua realidade de maneira sustentável em sua rotina.

  • Custo de investimento:
    Independente do conteúdo e do formato que você escolher, custos fixos que possuem pouca ou nenhuma variação como energia elétrica, internet, o valor/hora do período de produção que você poderia estar recebendo em outro trabalho, as taxas para hospedagem do seu conteúdo ou do seu infoproduto em uma plataforma online, os gastos com marketing e divulgação online (comissão para afiliados, anúncios pagos, redes sociais etc.), alem de custos variáveis que oscilam conforme sua necessidade como o pagamento a freelancers, videomakers, designers, redatores, etc, que entram na equação do valor a ser cobrado para não só cobrir estas despesas como para te dar uma margem de lucro.


A partir da classificação e revisão desses custos, você consegue terá uma noção de qual será o mínimo que você precisa precificar, passando a ter muito mais controle e decisões mais assertivas em relação ao preço final.

Mas nessa etapa nos deparamos com uma bifurcação no caminho. Cobrar um ticker alto ou um ticket baixo para se ter acesso ao meu conhecimento baseada nessas últimos conceitos?

Ticket alto: O caminho do valor mais elevado se dá pela inovação que você irá trazer não só dentro do seu nicho como o do mercado de uma maneira geral. Você irá trazer um conhecimento, um infoproduto, uma experiência nova que ninguém vai ter acesso em nenhum outro lugar. Algo que ainda não foi explorado, raramente é disponibilizado e possui baixa concorrência. Aqui você vai despertar a curiosidade da persona que está sempre sedento por novidades e procura algo único.

Ticket baixo: Ao escolher esse caminho, você terá grande parte da sua comunidade e possíveis novos interessados com a atenção voltada diretamente a um conteúdo mais acessível. Mas não pense que você irá vender mais pelo simples fato de o valor ser mais baixo. Lembre-se que você poderá colocar o seu conteúdo em risco e provavelmente não será capaz de arcar com os custo que pontuamos anteriormente no final de sua produção. A qualidade do conteúdo entregue precisa ser adequado ao valor ofertado, de acordo com a necessidade da sua comunidade. Use o valor mais acessível para explorar novos nichos, atrair novos membros e/ou aumentar o valor médio de outros infoprodutos que você possui.

Quando perceberem a qualidade ofertada, você conseguirá uma fidelização mais imediata.

Quando Usar Cada Estratégia?

Considerando as variáveis presentes nessa jornada, desde a concepção até a venda de um conteúdo, o preço é o conceito mais flexível.

E o que isso significa? Independentemente da estratégia que melhor se adapta a sua proposta, é possível mudar a precificação caso você reconsidere algum ponto ou em tenha uma melhor compreensão em algum momento específico necessário durante o desenvolvimento e o pós venda. O valor final que você irá considerar não é algo estático, que irá permanecer o mesmo sempre. Revisite os conceitos, reflita as estratégias, evolua o seu conteúdo!

Em resumo, não se esqueça da seguinte princípio:

O preço final que você irá definir deve ser alto o suficiente para gerar lucro perante tudo o que engloba a sua produção, mas não pode ser tão alto a ponto de você perder a conexão com sua comunidade e acabar desestimulando a compra.

Além disso, o preço deve ser baixo o bastante para despertar a curiosidade para a solução das dores e necessidades de sua comunidade além de possíveis novos compradores, mas não muito baixo para que pensem que seu produto não tem uma boa qualidade além de trazer uma perda de autoridade em seu nicho.

Conclusão

Estabelecer um preço no acesso ao seu conteúdo significa muito mais do que apenas definir um valor monetário. Uma boa estratégia de precificação engloba diversos fatores e conceitos que exploramos ao longo dessa jornada para chegar a esse número tão abstrato a principio.

Somente depois de mergulhar a fundo e experimentar os diversos caminhos e estratégias para gerar receita, é que você poderá validar qual será a sua rota de monetização, o valor final, a entrega que melhor funciona para sua rotina de produção de conteúdo e para sua comunidade.

Ter a compreensão dos conceitos e ter claramente definido a persona a quem você quer se comunicar é essencial antes de você definir a sua estratégia de precificação.

Por fim, além de todos esses conceitos e reflexões, você também deve levar em consideração qual o nível de autoridade que o seu conteúdo representa em seu nicho.

O ponto ideal é encontrar o balanço entre lucro e valor justo para sua comunidade. Esperamos que este guia tenha ajudado você a encontrar o preço ideal para o seu conteúdo.